quarta-feira, 9 de novembro de 2011

COMUNICADO - I CONGRESSO DA UNDIME CEARÁ - DIAS 24 E 25 DE NOVEMBRO


Prezados(as),

Informamos que o site (www.undimece.org.br) encontra-se disponível para inscrição.



Contamos com o apoio de vocês na divulgação.



Atenciosamente,
Francisco Elicio Cavalcante Abreu
Dirigente de Educação do Município de Itapiúna
Presidente da UNDIME/CE


Autor: Equipe Undime/Ce

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Prova mostra que mais de 40% dos alunos alfabetizados não sabem ler e escrever

No primeiro semestre deste ano, a Prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização) realizada pela primeira vez, nas capitais de todo o país, por crianças que concluíram o 3º ano do ensino fundamental, apontou que 43,9% não aprenderam o que era esperado em Leitura para esse nível de ensino. Em relação à Escrita, 46,6% não atingiram o esperado.

Parceria do Todos Pela Educação com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a prova foi aplicada em escolas públicas e privadas, e mostrou que mesmo nas particulares nem todos os alunos atingem 100% de aproveitamento. No caso da Leitura, 48,6% dos estudantes da rede pública tiveram o desempenho esperado. Nas particulares, o percentual foi de 79%. Em relação à Escrita, 43,9% dos alunos matriculados na rede pública aprenderam o esperado, e 86,2% dos da rede privada.

- Nenhuma criança pode concluir esse período, chamado de ciclo de alfabetização, sem estar plenamente alfabetizada. O que a prova mostra é que estamos ampliando a desigualdade educacional, já que muitos alunos não têm as ferramentas básicas para os anos seguintes – diz Priscila Cruz, diretora-executiva do Todos Pela Educação, ressaltando que mesmo as escolas particulares enfrentam problemas: – São instituições que ensinam para alunos com mais acesso à cultura e pais escolarizados, por exemplo, mas ainda assim não tem 100% de alfabetização ao término do 3º ano.

- O governo precisa entender que temos um problema. O Brasil não tem método, não tem objetividade na hora de alfabetizar. Sem método, a criança brilhante aprende e as outras não. Desse jeito também, muitas acabam aprendendo por teimosia, porque foram ficando na escola, não porque aprenderam na época correta – diz João Batista de Oliveira, presidente do Instituto Alfa e Beta, que não vê com bons olhos a recomendação do Conselho Nacional de Educação (CNE) de que as crianças não devem ser reprovadas nos três primeiros anos do fundamental, porque cada uma tem um ritmo de aprendizagem:

- É irresponsável dizer que cada criança aprende no seu ritmo. Isso é um atraso. A criança que não é alfabetizada aos 6 anos fica com dificuldade para aprender outras disciplinas. No segundo ano, o professor não é preparado para ensinar o que ela não aprendeu e os livros já exigem que ela saiba ler.

No Rio, 10.500 alunos estão sendo realfabetizados

Mãe de um menino de 9 anos, que cursa o 4º ano do fundamental numa escola municipal da periferia de São Paulo, Vanessa Alves da Silva percebeu, durante uma ida ao mercado, que o filho Marcus Ricardo não sabia ler.

- Ele não conseguiu ver o preço dos produtos nem ler o que estava escrito nas embalagens. Eu tento incentivar, dou recortes de jornal para ele ler, mas ele gagueja e não consegue de jeito nenhum. Além disso, ele tem dificuldade para ler as coisas na cartilha. Na aula, é só cópia o tempo todo. O meu mais velho, de 10 anos, também tem problemas para ler – conta Vanessa, que acredita que a defasagem se acentue com o passar dos anos. – Agora, ele vai para o 5º ano sem saber ler.

No 6º ano do ensino fundamental, a neta do vigilante Hamilton de Souza tem dificuldades para ler e escrever. Responsável pela menina de 11 anos, Souza se preocupa:

- Como ela vai arrumar emprego? Como vai fazer para preencher uma ficha de contratação se não consegue escrever?

Tia de um menino de 9 anos, que cursa em São Paulo o 3º ano do fundamental, Jaqueline Alves Costa atribui as dificuldades dele ao excesso de alunos em sala:

- São 28 alunos. A professora não consegue explicar e só manda eles fazerem cópia. Eu acho que ele precisa de aula de reforço e que as classes deviam ter um segundo professor.

Secretaria de Educação do município do Rio e conselheira do Todos pela Educação, Claudia Costin reconhece que a prova ABC retrata um problema grave.

- A pesquisa não surpreende em termos de Brasil. O país precisa investir muito forte na alfabetização. A escola é o espaço de oportunidades futuras, e a prova mostra que o índice é frágil mesmo nas particulares. Nas públicas, o resultado é pior, e se a gente já começa perdendo, o apartheid educacional cresce – diz Claudia, que ao assumir a secretaria se deparou com 28 mil analfabetos funcionais no 4º, 5º e 6º anos do fundamental. – Isso representava o seguinte: 14% das crianças desses anos sem ler e escrever. Começamos, então, a realfabetizar os alunos, e tivemos sucesso com 21 mil. No entanto, percebemos que a progressão automática sem reforço escolar e sem acompanhamento faz com que a criança se torne invisível. E aí o insucesso também fica invisível. É preciso definir um currículo claro, oferecer aulas de reforço, formar professores e fazer com que entendam que é fundamental alfabetizar no primeiro ano. Ainda assim, este ano, temos 10.500 alunos em processo de alfabetização nessas séries.

Em São Paulo, a Secretaria municipal de Educação também implantou turmas de reforço no 3º e no 4º ano para atender alunos com dificuldades para ler e escrever. Foram criadas salas de apoio pedagógico para esses estudantes. A prefeitura diz ainda que as notas da Prova São Paulo mostraram, em 2010, um aumento de 25,7% no número de alunos alfabetizados no 2º ano.

Coordenadora pedagógica do Fundamental II, da Escola Edem, no Rio, Rosemary Reis destaca a importância da educação infantil para o sucesso da alfabetização:

- As crianças têm uma leitura do mundo antes da palavra. Por isso, é importante levar a para a sala de aula a possibilidade da criança conviver com textos. Na Edem, com um ano os alunos já manipulam livros, depois começam a conversar sobre o que viram, passam a ter contato com a escrita e com quatro, cinco anos escrevem o nome.

Priscila Cruz também aposta na educação infantil para que o país melhore os índices de alfabetização.

- É a melhor política para combater o analfabetismo. Pesquisas mostram que crianças que frequentam a educação infantil chegam ao 1º ano com um repertório melhor. Se elas não têm acesso à cultura em casa, se os pais não são escolarizados, a educação infantil as prepara, dá equidade.


Autor: O Globo

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Inep fará edição especial da Prova Brasil para municípios com menos de 20 alunos por escola

O Inep (Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) irá realizar uma edição especial da Prova Brasil 2011 (Avaliação Nacional do Rendimento Escolar), em parceria com a Undime (União dos Dirigentes Municipais de Educação). Poderão participar desta edição municípios que não possuem escolas com a quantidade mínima de 20 estudantes matriculados no 5º ano (4ª série) do ensino fundamental regular.

A edição especia da Prova Brasil será realizada entre 7 e 18 de novembro. As regras foram publicadas no Diário Oficial desta terça-feira (1º). Veja o documento aqui.

O objetivo desta edição é oferecer subsídios para que os municípios com menos estudantes do que o estipulado para a rrealização da Prova Brasil possam obter as médias necessárias para calcular o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). O cálculo dos estudantes será feito com base nas informações do Censo Escolar.

O município precisa formalizar o interesse em um Termo de Compromisso com o Inep e a Undime. Será de responsabilidade do município reunir todos os estudantes que farão a prova em um único local, data e turno para a realização dos exames.


Autor: UOL

REUNIÃO MENSAL DA UNDIME/CE





Calendário Novembro da Undime/Ce

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

FNDE transfere parcela da complementação do Fundeb


Os estados de Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte e seus municípios acabam de receber a décima parcela da complementação da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) depositou nesta sexta-feira, 28, a soma de R$ 634.016.045,13.

Os dez estados são contemplados com a complementação mensal da União porque a arrecadação neste ano não tem alcançado o valor per capita mínimo nacional estabelecido pelo Ministério da Educação, que é de R$ 1.729,33.

Veja na tabela abaixo quanto foi o repasse da complementação da União referente a outubro. As transferências também podem ser acompanhadas pela Internet, nos sítios da Secretaria do Tesouro Nacional e do Banco do Brasil.

















Autor: FNDE

Municípios recebem recursos para construir creches e quadras

Mais de R$ 19,73 milhões estão à disposição de 106 municípios das cinco regiões para a construção de escolas de educação infantil e quadras poliesportivas cobertas, no âmbito da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Os recursos foram repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação na última quarta-feira, 26, e estão disponíveis nas contas das prefeituras a partir de hoje.

Para a construção de creches, foram liberados R$ 17,55 milhões a 91 municípios de 19 estados. Para as quadras esportivas, o FNDE destinou R$ 2,17 milhões a 20 prefeituras. Cinco municípios foram contemplados com recursos para as duas ações: Itororó (BA), Ibaretama (CE), Rubim (MG), Bonito (PE) e Colombo (PR).

A Bahia foi o estado com mais prefeituras beneficiadas nesta transferência financeira – 17 cidades receberam R$ 3,35 milhões –, seguida de Minas Gerais (15 municípios e R$ 2,71 milhões) e São Paulo (14 prefeituras e R$ 3 milhões).

Projetos – Responsável por analisar os pleitos dos municípios e repassar os recursos do governo federal, o FNDE disponibiliza às prefeituras dois projetos de escolas de educação infantil. O tipo B tem capacidade para 240 crianças até cinco anos de idade, em dois turnos. São oito salas pedagógicas, sala de informática, cozinha, refeitório, pátio coberto, secretaria e sanitário para pessoas com deficiência, entre outros ambientes. O tipo C, que atende 120 crianças, também em dois turnos, tem quatro salas pedagógicas e os mesmos espaços previstos no tipo B.

O FNDE também financia, em alguns casos, projetos de escolas de educação infantil desenvolvidas pelo próprio município, desde que atendam os padrões de qualidade exigidos pela autarquia. No caso da quadra de esportes, o projeto é único.

Clique e veja os benefícios com creches.

Clique e veja os benefícios com quadras.


Autor: FNDE

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Experiências de cinco estados receberão medalha Paulo Freire


Experiências com educação de jovens e adultos desenvolvidas por entidades do Acre, Ceará, Mato Grosso, São Paulo e Rio Grande do Sul foram as vencedoras da Medalha Paulo Freire, este ano. A quinta edição recebeu 72 inscrições de escolas, secretarias municipais de educação, conselhos escolares e prefeituras das cinco regiões do país.

Receberão a premiação os projetos do Conselho Escolar Omar Sabino de Paula, de Rio Branco (AC); Centro de Educação de Jovens e Adultos Paulo Freire, de Fortaleza (CE); Escola Agrotécnica Federal de Cáceres (MT), Prefeitura de Osasco (SP) e Secretaria Municipal de Educação de Gravataí (RS). A comissão julgadora escolheu a experiência da prefeitura de Teresópolis (RJ) para receber menção honrosa. A data da entrega da medalha ainda será definida.

Promovida pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação, a Medalha Paulo Freire é concedida a cinco iniciativas, entre políticas, programas e projetos que contribuam para a redução do analfabetismo e para que jovens e adultos continuem os estudos na educação básica. O objetivo é reconhecer ações e políticas bem-sucedidas. A concessão não está vinculada a prêmio de qualquer natureza.

Criada pelo já revogado Decreto nº 4.834, de 8 de setembro de 2003, que regulamentou o programa Brasil Alfabetizado, a Medalha Paulo Freire teve a continuidade assegurada pelo artigo 13 do Decreto nº 6.093, de 24 de abril de 2007, que reformulou o programa. O prêmio, que tem o nome de um dos mais notáveis educadores brasileiros, foi entregue pela primeira vez em 2005.

A Portaria nº 110/2011 da Secadi, publicada no Diário Oficial da União de quarta-feira, 25, traz a relação das entidades ganhadoras.


Autor: MEC

Prova Brasil: entenda como é organizada a avaliação

Este ano acontece a quarta edição do exame, saiba quais habilidades e competências serão cobradas dos alunos

Entre os dias 07 e 18 de novembro de 2011 acontece a quarta edição da Prova Brasil. A avaliação é realizada de dois em dois anos pelo Ministério da Educação (MEC) para medir os conhecimentos de Matemática e Língua Portuguesa dos alunos de 5º e 9º anos do Ensino Fundamental. A prova será aplicada a todas as escolas com pelo menos 20 alunos da rede pública urbana e rural.

A Prova Brasil foi criada com base nas propostas curriculares de alguns estados e municípios e nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). Uma comissão do MEC analisou o material e, dos pontos em comum, elaborou uma matriz de referência. Essa, por sua vez, não engloba todo o currículo escolar, e sim as habilidades e competências que precisam ser aferidas. Cada uma delas é sintetizada por um descritor.

Na prova de Matemática, são avaliadas as habilidades de resolver problemas em quatro temas:

- espaço e forma;
- números e operações;
- grandezas e medidas; e
- tratamento da informação.

Para o 5º ano, são 28 descritores e para o 9º ano, são 37 descritores.

A prova de Língua Portuguesa, por sua vez, avalia apenas habilidades de leitura, representadas por 15 descritores para o 5º ano e 21 descritores para o 9º. Eles estão agrupados em seis blocos:

- procedimentos de leitura;
- implicação do suporte, do gênero e/ou do enunciador na compreensão do texto;
- relação entre textos;
- coerência e coesão no processamento do texto;
- relações entre recursos expressivos e efeitos de sentido; e
- variação linguística.

Para ajudar no trabalho

Para ajudar os professores a conhecer melhor a Prova Brasil e saber como esses descritores são avaliados, o Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) montaram modelos de avaliação nos mesmos moldes da prova.

Confira nos links da página especial sobre a Prova Brasil a análise de 96 itens semelhantes aos da avaliação, com orientações didáticas para que os alunos se familiarizem com ela. Uma equipe de cinco consultores analisou cada um deles, descrevendo os possíveis caminhos que o aluno pode seguir para chegar à solução. Em seguida, estão relacionadas possibilidades de orientações para organizar atividades sobre os diversos temas em sala de aula.

Cleusa Capelossi, professora da Escola da Vila, em São Paulo, dá as dicas para a prova de Matemática do 5º ano. Beatriz Gouveia, coordenadora do programa Além das Letras, do Instituto Avisa Lá, e Kátia Brakling, professora do Instituto Superior de Educação Vera Cruz, ambos em São Paulo, fazem o mesmo para as questões de Língua Portuguesa do 5º ano.

As perguntas de Matemática que serão resolvidas pelos jovens do 9º ano foram esmiuçadas por Luciana do Oliveira Gerzoschkowitz Moura, também professora da Escola da Vila, e Claudio Bazzoni, assessor de Língua Portuguesa da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo e selecionador do Prêmio Victor Civita – Educador Nota 10, analisou os itens do exame de Língua Portuguesa do 9º ano.

Pré-teste em todo o país

A Prova Brasil é formulada por especialistas de cada área com experiência em sala de aula. Eles fazem a classificação do grau de complexidade das questões com base nos raciocínios que os alunos podem utilizar. Antes de chegar à Prova Brasil, as perguntas passam por um pré-teste para saber como os alunos as resolvem. “Elas são aplicadas a uma grande amostragem de estudantes de todo o país”, diz Frederico Neves Condé, coordenador geral de instrumentos de medidas do Departametno de Avaliação da Educação Básica do Inep. “Com isso, verificamos como um item é interpretado e resolvido e quais têm possibilidade de acerto por chute, ou seja, sem o conhecimento do conteúdo. Esses são eliminados do banco de questões.”

É atribuída uma pontuação para cada questão, o que permite classificá-la numa escala numérica de zero a 500, que define as habilidades ou competências já construídas pelo estudante. Chega-se, então, ao último passo do processo, que é a escolha, entre as pré-testadas, das perguntas que irão compor a prova. No balanço geral, segundo Condé, cerca de 60% são classificadas num grau médio de complexidade. As demais se dividem entre fáceis e difíceis. Na elaboração do exame, também há a preocupação de começar pelas questões mais fáceis para não desestimular os alunos.

Autor: Nova Escola

Manifestantes fazem marcha no DF por 10% do PIB para a educação

Foto: Presidenta da Undime Nacional, Cleuza Repulho, Dep. Fátima Bezerra e Daniel Cara, da Campanha


Trabalhadores da educação também pedem aplicação do piso do magistério.
Direção do protesto espera ser recebida pelo ministro Fernando Haddad.

Trabalhadores da educação de todo Brasil e estudantes realizam, na manhã desta quarta-feira (26), em Brasília, manifestação em defesa da educação pública. Com o tema “10 mil pelos 10% do PIB para a educação”, a organização do protesto pede a votação do Plano Nacional de Educação (PNE) ainda este ano e o aumento de 5% para 10% do percentual do PIB investido em educação.

Também são reivindicações a aplicação plena da lei do piso nacional para o magistério pelos estados e municípios; a obrigatoriedade de planos de carreira e 1/3 da jornada para atividades de planejamento e formação.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, explica que o Plano Nacional de Educação em análise na Câmara dos Deputados prevê investimento de 7% do PIB para a educação.

“Acabamos de entregar ao relator do PNE na Câmara, deputado Angelo Vanhoni, mais de cem mil cartões assinados pela população brasileira pedindo aprovação desse percentual do PIB [10%]“, disse Leão.

Para a diretora executiva do Sindicato dos Professores do Distrito Federal, Maria Augusta Ribeiro, os 10% do PIB podem mudar a educação brasileira. “Esse percentual pode trazer melhoria às condições de trabalho dos professores e do ensino em geral”, defende.

Os manifestantes saíram do Eixo Monumental, altura do Mané Garrincha, por volta das 10h30, em direção à Esplanada dos Ministérios. Três faixas da via S1 ficam interditadas durante o protesto.

Participantes do protesto planejam um ato público em frente ao Congresso Nacional. Às 14h30, membros da direção da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) esperam ser recebidos pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. A confederação vai pedir a instalação de uma mesa de negociações com o governo.

Autor: Globo.com

Clique aqui e veja as fotos da marcha.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Prazo para adesão ao PDDE vai até 31 de outubro

Termina na próxima segunda-feira, dia 31, o prazo para as prefeituras aderirem ao Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). As redes de ensino que não fizerem a adesão ficam sem os recursos do programa este ano.

As escolas públicas também precisam atualizar seus dados cadastrais para serem beneficiadas. Para aderir ou atualizar o cadastro, basta acessar o sistema PDDEweb, disponível na página eletrônica do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

“É bom lembrar que as escolas com mais de 50 alunos deverão possuir Unidade Executora Própria (UEx) para serem beneficiadas pelo programa”, afirma José Maria Rodrigues de Souza, coordenador-geral de Apoio à Manutenção Escolar do FNDE.

Criado em 1995, o PDDE repassa recursos diretamente às unidades de ensino para pequenos reparos e manutenção da infraestrutura do colégio e compra de material de consumo e bens permanentes, como geladeira e fogão. O programa também financia a educação integral e o funcionamento das escolas nos fins de semana, entre outras ações. O orçamento para 2011 é de R$ 1,5 bilhão.


Autor: FNDE

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Escola pública de Natal cria metódo criativo para integrar alunos

Mais uma vez a Escola Estadual Hegésippo Reis, em Nova Descoberta, demonstra que basta ter boa vontade e uma ideia criativa para desenvolver um projeto construtivo e humanista. Dos R$ 13 mil que a instituição recebe anualmente do Ministério da Educação (MEC), por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), foram gastos apenas R$ 470 para pôr em prática uma ideia simples, mas que será trabalhada pedagogicamente o ano inteiro, conforme preconiza o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Trata-se de um calendário com desenhos e frases escritas por alunos entre 6 e 11 anos de idade. Cada página do calendário tem um tema – um valor cidadão, que será explorado em sala de aula ao longo de 2012.

Foram confeccionadas 300 unidades do calendário de mesa que será distribuído gratuitamente aos 120 alunos que se matricularem no ano que vem, além de cópias para os autores dos desenhos e frases, e para professores, colaboradores e instituições parceiras. A intenção pedagógica é tão simples – mas não simplória – quanto a ideia: incentivar atitudes diárias de reforço aos valores. Para cada mês há um valor e para cada valor, durante as aulas, os professores, crianças e familiares identificarão atitudes a serem desenvolvidas, diariamente, para melhorar a vida de cada um, a vida das outras pessoas e, porque não dizer, do mundo.

“Quisemos um produto que tivesse vida longa. Como trabalhamos apenas com Ensino Fundamental I, a ideia é de que a criança identifique atitudes coerentes com aqueles valores em seu cotidiano, resgatando o que aprendeu com o valor do mês anterior”, explica Cláudia Santa Rosa, coordenadora pedagógica da escola. “E por ser válido para o ano inteiro, o calendário também tem esse caráter de continuidade. A proposta é cumulativa e de formação continuada. O que ele aprende no mês seguinte terá que ser coerente com o valor que ele aprendeu no mês anterior”.

Logo na primeira página do calendário a orientação já está sinalizada: “Que tal, todos os dias, você realizar atitudes relacionadas ao valor que ilustra o calendário do mês? Mas não esqueça os valores que aprendeu nos meses anteriores”, está escrito. “Para chegarmos às doze frases e desenhos que correspondem aos meses do ano, foi realizado um trabalho intenso de pesquisa e discussão com as crianças. Todas escreveram e ilustraram. Ao final, num processo difícil, selecionamos as produções mais expressivas. Ficamos bem felizes com o resultado”, comemora Santa Rosa.

A ideia surgiu de um dos projetos pedagógicos desenvolvidos na unidade educacional ao longo de 2011. Entre julho e outubro, numa atividade extracurricular, os alunos foram divididos em grupos para trabalhar o conteúdo do livro “Valores, essência de vida”, da Ata Editora. O livro foi trabalhado dentro do projeto social “Massa de letras”, do Complexo Educacional Contemporâneo, que distribuiu kits com 10 livros e um CD didáticos para dezenas de escolas públicas da capital, entre elas a Hegésippo Reis. Após quatro meses, os alunos apresentaram, na semana passada, suas produções através de paródias, literatura de cordel, tirinhas de quadrinhos, exposição de cartazes e danças. No dia 26 haverá um encontro com os pais, onde será apresentado novamente o calendário lançado na sexta-feira passada.

Metas de aprendizagem

Trabalhar valores já faz parte da essência da Escola Hegésippo Reis. “A escola já tem um projeto político-pedagógico que enfatiza a formação de valores”, explica Cláudia Santa Rosa. O calendário, aliás, apresenta informações sobre o projeto político-pedagógico e as metas de aprendizagem para cada oficina da escola. “Essa característica de folder tem o propósito de oferecer cada vez mais informações à família, favorecendo para que acompanhe a vida escolar do filho. Trabalhamos com um currículo organizado por objetivos, inclusive aqueles relativos às atitudes. O calendário é mais um canal de informações”, explica.

Comprometido com a preservação da autoria de pensamento e o protagonismo das crianças e dos educadores, o trabalho da escola se fundamenta em experiências de pedagogos humanistas, destacando-se Paulo Freire e Célestin Freinet, além do projeto da Escola da Ponte, instituição da rede pública de Portugal, internacionalmente conhecida. Desde 2007 a Escola assumiu a missão de “garantir à formação na cidadania, com ênfase num sólido processo de alfabetização e letramento, de construção do pensamento lógico-matemático e da capacidade criadora e investigativa”.

Com uma organização diferenciada, no lugar de turmas separadas por ano, tem grupos com até 20 alunos, que é a capacidade instalada das três salas, ambientadas para trabalhar oficinas de matemática, linguagem e projetos. A Hegésippo Reis se destaca ainda investimento na formação de leitores, o que já lhe rendeu vários prêmios de reconhecimento local e nacional.

Os doze valores

Janeiro > Diversidade
Fevereiro > Cooperação
Março > Respeito
Abril > Responsabilidade
Maio > Generosidade
Junho > Preservação
Julho > Amizade
Agosto > Organização
Setembro > Solidariedade
Outubro > Honestidade
Novembro > Compromisso
Dezembro > Igualdade


Autor: Diário de Natal

Professores pedem cumprimento da Lei do Piso; municípios querem mais prazo

Uma das pautas de reivindicação da Marcha “10 mil pelos 10%”, que acontece em Brasília no próximo dia 26, é a implementação da Lei nº 11.738 (a chamada Lei do Piso). Sancionada em 2008 e ratificada pelo Supremo Tribunal Federal no início deste ano, a lei ainda é descumprida pela maioria dos estados e municípios.

A Lei do Piso instituiu um piso salarial nacional para os profissionais do magistério público da educação básica de R$ 950 (hoje reajustado para R$1.187, de acordo com o MEC) além da necessidade de elaboração de planos de carreira e da fixação de 1/3 da jornada de trabalho para atividades extraclasse (formação, reuniões e preparo de aulas).

Segundo um levantamento do portal IG, das 27 unidades da federação, apenas seis cumprem a legislação: Acre, Rondônia, Paraíba, Sergipe, Mato Grosso e Espírito Santo, e pelo menos 16 preveem menos de um terço da carga horária para atividades extra-classe.

Cleuza Repulho, presidenta da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e secretária de educação de São Bernardo do Campo, explica que a reivindicação dos 10% tem um impacto direto na Lei “se as redes vão precisar contratar mais gente. Hoje nós recebemos verbas pelo número de alunos. Mais do que garantir piso, é importante que os professores tenham carreira. Para a carreira ser algo estimulante, e trazermos bons profissionais para serem professores”.

O julgamento no STF fez-se necessário devido a ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) nº 4167, ajuizada ainda em 2008, pelos governadores dos Estados do Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Ceará. O STF julgou improcedente a ADI e, assim, reconheceu a importância da valorização dos educadores para o cumprimento desses e de outros princípios constitucionais. Porém, mesmo reafirmada sua validade, a Lei ainda encontra resistência em estados e municípios.

Dificuldades

Cleuza Repulho afirma que a maior dificuldade agora para a implementação é adequar os sistemas ao novo modelo: “há um histórico de organização das redes e essas mudanças provocam desconforto. Mas a ideia é garantir os direitos e cumprir a lei”.

Um dos maiores desafios será a questão do 1/3 da jornada para preparação do professor. “Estamos pedindo um período de transição municipal, porque existem contratos de 16h, 18h… até 40h semanais, e aí fica difícil implementar de uma vez os 33%, porque teremos que reorganizar as redes. Muitas vão precisar contratar mais professores para poder cumprir”, afirmou.

A Undime calcula que será necessário um tempo máximo de três anos para a implementação em todos os municípios. Outro agravante que aumenta o tempo é o período eleitoral: a partir de seis meses antes do pleito, municípios não podem fazer contratações. A presidenta da Undime ressaltou que nenhum município entrou com ADIn, “só os governadores de cinco estados, que entraram e atrasaram a implementação do piso”.

Quando sancionada, em 2008, a Lei do Piso já trazia um prazo de transição para sua implantação integral (até 2010). Alguns pontos da lei (como a definição de que o piso seria vencimento inicial sem acréscimo de gratificações e a questão do 1/3) foram suspensas em 2009, após medida cautelar, até o julgamento, finalmente realizado em abril deste ano.


Autor: Observatório da Educação

1º Encontro disseminado o Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos

A Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) promoverá o 1º Encontro disseminado o Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos no dia 31 de outubro, em Belo Horizonte. O encontro consiste em repactuar o significado dos direitos humanos, além de ilustrar os moldes de alguns projetos bem sucedidos de educação em direitos humanos, disseminando as experiências colhidas nas edições anteriores do Prêmio, contribuindo para o desenvolvimento de novas práticas.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo email: contato@educacaoemdireitoshumanos.org.br ou pelo telefone: (11) 2111-7570.

Para conferir a programação clique aqui.


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Inscrições abertas para o prêmio ODM Brasil


A Secretaria-Geral da Presidência da República, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade informam que as inscrições para a 4ª Edição do Prêmio ODM – Objetivos de Desenvolvimento do Milênio Brasil encerram-se dia 31 de outubro de 2011.

Se a sua organização social ou prefeitura realiza projetos que contribuem para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, então chegou a hora de inscrevê-los na página www.odmbrasil.org.br e concorrer ao Prêmio ODM Brasil. Você pode inscrever projetos que atendam a um ou mais Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

O Prêmio ODM Brasil foi criado em 2004, para incentivar e reconhecer projetos desenvolvidos por organizações da sociedade civil e por prefeituras que contribuam para que o Brasil alcance as Metas do Milênio.

As práticas inscritas são avaliadas e selecionadas por técnicos e especialistas do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e da ENAP (Escola Nacional de Administração Pública).

Serão selecionadas as melhores iniciativas que atendam aos critérios de contribuir para o alcance dos ODM, de gerar impacto no público beneficiado, de incluir a participação da comunidade, de atuar com parcerias, de ser replicável em outros locais e de articular com políticas públicas.


Autor: Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República

Prazo para entrega de planos de ação vai até 30 de novembro

As escolas beneficiadas pelo Programa de Desenvolvimento da Escola (PDE Escola) têm prazo até 30 de novembro para enviar seus planos de ação, que reúnem metas e estratégias para superar os problemas diagnosticados no momento de preenchimento do cadastro. Em 2011, serão atendidas 19.095 escolas em todo o território nacional.

Entre as instituições atendidas pelo programa, 13.347 são escolas novas, cujo índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) de 2009 foi igual ou inferior a 4,4 para os anos iniciais e 3,7 para os anos finais, que ainda não têm um plano de ação desenvolvido dentro do programa e não receberam as duas parcelas dos recursos entre os anos 2008 a 2010.

As escolas novas que ganharam prioridade em 2011 usarão uma nova ferramenta de apoio à gestão escolar, o PDE Interativo. A nova plataforma foi desenvolvida pelo Ministério da Educação em parceria com as secretarias estaduais e municipais e é mais autoinstrucional e interativa do que o modelo anterior.

O PDE Interativo é uma ferramenta para elaboração de um plano baseado nos principais problemas da escola e na definição de ações que ajudem na superação dessas fragilidades. As escolas priorizadas pelo MEC recebem recursos financeiros para executar esse planejamento.

O PDE Escola atende ainda 5.748 escolas remanescentes que já têm um plano de ação, mas não receberam entre 2008 e 2010 uma ou as duas parcelas dos recursos para execução do seu plano. Em 2011, essas escolas continuarão utilizando o módulo PDE Escola no Sistema de Informações Integradas de Planejamento, Orçamento e Finanças do MEC (Simec). A partir de 2012, o PDE Interativo estará disponível para todas as escolas que desejem utilizar a ferramenta, mesmo as que não receberão recursos financeiros do MEC.

Mais informações sobre o PDE Escola podem ser obtidas na página (PDE Escola).


Autor: MEC

terça-feira, 18 de outubro de 2011

XII Prêmio Arte na Escola Cidadã


A realização da 12ª edição do Prêmio Arte na Escola Cidadã – PAEC é uma ação conjunta do Instituto Arte na Escola – IAE e do SESI – Serviço Social da Indústria, instituição que atua em todo o território nacional, com ações nas áreas de educação, saúde, lazer, esporte, cultura e responsabilidade social.

Este é o único prêmio nacional destinado a professores de Arte e as escolas onde atuam. Nesta edição foram 614 projetos inscritos, avaliados por uma comissão interdisciplinar composta por 73 professores, dos 50 Polos da Rede Arte na Escola. Os 261 professores pré-selecionados têm até 24/9 para enviar os documentos comprobatórios ao Instituto.

Veja aqui como enviar os documentos para a próxima etapa da seleção.


Autor: Prêmio Arte na Escola

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Boas práticas darão prêmio para professor

Estão abertas até o dia 15 de outubro as inscrições para o Prêmio Professores do Brasil. Podem concorrer docentes de todas as escolas públicas do país que tenham promovido boas práticas no enfrentamento das dificuldades de aprendizagem. Serão selecionadas oito experiências de cada região do país.

Cada ganhador receberá R$ 5 mil e as escolas serão premiadas com a aquisição de equipamentos audiovisuais ou multimídia no valor de até R$ 2 mil. A iniciativa foi criada pelo Ministério da Edu­cação em 2005 com o objetivo de dar visibilidade a experiências pedagógicas bem-sucedidas. Podem concorrer professores de todas as etapas da educação básica. O prêmio tem apoio da Unesco e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

As inscrições podem ser feitas pelo site www.premioprofessoresdobrasil.mec.gov.br

Autor: Gazeta do Povo

Seminário debaterá por quê investir na primeira infância

A Fundação Maria Cecília Souto Vidigal promove, entre os dias 20 e 21 de outubro, o Simpósio Internacional de Desenvolvimento da Primeira Infância 2011. O tema do evento, que acontece em São Paulo, será investimento na primeira infância e o foco será apresentar evidências de que a destinação de recursos à faixa etária dos 0 aos 6 anos promove resultados significativamente melhores do que em qualquer outro período da vida.

A programação do simpósio inclui palestras, debates e painéis. Alguns dos assuntos a serem tratados nas discussões são fundamentos científicos para um desenvolvimento saudável na primeira infância; aplicações da ciência do desenvolvimento da criança em prol de políticas e práticas efetivas; a primeira infância no orçamento federal; políticas públicas e marco legal para a primeira infância; e a primeira infância na contemporaneidade.

O evento contará, ainda, com apresentação de experiências nacionais e internacionais de políticas e programas de promoção do desenvolvimento na primeira infância.

Dentre os palestrantes do evento estão Jack Shonkoff, diretor do Center on the Developing Child da Universidade de Harvard; Claudio Haddad, presidente do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper); e Sandra Josefina Ferraz Ellero Grisi, professora titular do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Outros participantes são Vera Melis Paolillo, presidente da Organização Mundial para a Educação Pré-Escolar (Omep)/Brasil; Francisco Gil Castello Branco Neto, secretário geral da ONG Contas Abertas; e Vital Didonet, especialista em educação infantil.

As inscrições para o evento são gratuitas. Os interessados em se inscrever devem fazê-lo pelo link http://simposio.fmcsv.org.br/Inscricoes/Paginas/default.aspx

Mais informações no site do evento: http://simposio.fmcsv.org.br/Paginas/default.aspx

Autor: Instituto C&A