quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
COMUNICADO - I CONGRESSO DA UNDIME CEARÁ - DIAS 24 E 25 DE NOVEMBRO

Dirigente de Educação do Município de Itapiúna
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Prova mostra que mais de 40% dos alunos alfabetizados não sabem ler e escrever
No primeiro semestre deste ano, a Prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização) realizada pela primeira vez, nas capitais de todo o país, por crianças que concluíram o 3º ano do ensino fundamental, apontou que 43,9% não aprenderam o que era esperado em Leitura para esse nível de ensino. Em relação à Escrita, 46,6% não atingiram o esperado.
Parceria do Todos Pela Educação com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a prova foi aplicada em escolas públicas e privadas, e mostrou que mesmo nas particulares nem todos os alunos atingem 100% de aproveitamento. No caso da Leitura, 48,6% dos estudantes da rede pública tiveram o desempenho esperado. Nas particulares, o percentual foi de 79%. Em relação à Escrita, 43,9% dos alunos matriculados na rede pública aprenderam o esperado, e 86,2% dos da rede privada.
- Nenhuma criança pode concluir esse período, chamado de ciclo de alfabetização, sem estar plenamente alfabetizada. O que a prova mostra é que estamos ampliando a desigualdade educacional, já que muitos alunos não têm as ferramentas básicas para os anos seguintes – diz Priscila Cruz, diretora-executiva do Todos Pela Educação, ressaltando que mesmo as escolas particulares enfrentam problemas: – São instituições que ensinam para alunos com mais acesso à cultura e pais escolarizados, por exemplo, mas ainda assim não tem 100% de alfabetização ao término do 3º ano.
- O governo precisa entender que temos um problema. O Brasil não tem método, não tem objetividade na hora de alfabetizar. Sem método, a criança brilhante aprende e as outras não. Desse jeito também, muitas acabam aprendendo por teimosia, porque foram ficando na escola, não porque aprenderam na época correta – diz João Batista de Oliveira, presidente do Instituto Alfa e Beta, que não vê com bons olhos a recomendação do Conselho Nacional de Educação (CNE) de que as crianças não devem ser reprovadas nos três primeiros anos do fundamental, porque cada uma tem um ritmo de aprendizagem:
- É irresponsável dizer que cada criança aprende no seu ritmo. Isso é um atraso. A criança que não é alfabetizada aos 6 anos fica com dificuldade para aprender outras disciplinas. No segundo ano, o professor não é preparado para ensinar o que ela não aprendeu e os livros já exigem que ela saiba ler.
No Rio, 10.500 alunos estão sendo realfabetizados
Mãe de um menino de 9 anos, que cursa o 4º ano do fundamental numa escola municipal da periferia de São Paulo, Vanessa Alves da Silva percebeu, durante uma ida ao mercado, que o filho Marcus Ricardo não sabia ler.
- Ele não conseguiu ver o preço dos produtos nem ler o que estava escrito nas embalagens. Eu tento incentivar, dou recortes de jornal para ele ler, mas ele gagueja e não consegue de jeito nenhum. Além disso, ele tem dificuldade para ler as coisas na cartilha. Na aula, é só cópia o tempo todo. O meu mais velho, de 10 anos, também tem problemas para ler – conta Vanessa, que acredita que a defasagem se acentue com o passar dos anos. – Agora, ele vai para o 5º ano sem saber ler.
No 6º ano do ensino fundamental, a neta do vigilante Hamilton de Souza tem dificuldades para ler e escrever. Responsável pela menina de 11 anos, Souza se preocupa:
- Como ela vai arrumar emprego? Como vai fazer para preencher uma ficha de contratação se não consegue escrever?
Tia de um menino de 9 anos, que cursa em São Paulo o 3º ano do fundamental, Jaqueline Alves Costa atribui as dificuldades dele ao excesso de alunos em sala:
- São 28 alunos. A professora não consegue explicar e só manda eles fazerem cópia. Eu acho que ele precisa de aula de reforço e que as classes deviam ter um segundo professor.
Secretaria de Educação do município do Rio e conselheira do Todos pela Educação, Claudia Costin reconhece que a prova ABC retrata um problema grave.
- A pesquisa não surpreende em termos de Brasil. O país precisa investir muito forte na alfabetização. A escola é o espaço de oportunidades futuras, e a prova mostra que o índice é frágil mesmo nas particulares. Nas públicas, o resultado é pior, e se a gente já começa perdendo, o apartheid educacional cresce – diz Claudia, que ao assumir a secretaria se deparou com 28 mil analfabetos funcionais no 4º, 5º e 6º anos do fundamental. – Isso representava o seguinte: 14% das crianças desses anos sem ler e escrever. Começamos, então, a realfabetizar os alunos, e tivemos sucesso com 21 mil. No entanto, percebemos que a progressão automática sem reforço escolar e sem acompanhamento faz com que a criança se torne invisível. E aí o insucesso também fica invisível. É preciso definir um currículo claro, oferecer aulas de reforço, formar professores e fazer com que entendam que é fundamental alfabetizar no primeiro ano. Ainda assim, este ano, temos 10.500 alunos em processo de alfabetização nessas séries.
Em São Paulo, a Secretaria municipal de Educação também implantou turmas de reforço no 3º e no 4º ano para atender alunos com dificuldades para ler e escrever. Foram criadas salas de apoio pedagógico para esses estudantes. A prefeitura diz ainda que as notas da Prova São Paulo mostraram, em 2010, um aumento de 25,7% no número de alunos alfabetizados no 2º ano.
Coordenadora pedagógica do Fundamental II, da Escola Edem, no Rio, Rosemary Reis destaca a importância da educação infantil para o sucesso da alfabetização:
- As crianças têm uma leitura do mundo antes da palavra. Por isso, é importante levar a para a sala de aula a possibilidade da criança conviver com textos. Na Edem, com um ano os alunos já manipulam livros, depois começam a conversar sobre o que viram, passam a ter contato com a escrita e com quatro, cinco anos escrevem o nome.
Priscila Cruz também aposta na educação infantil para que o país melhore os índices de alfabetização.
- É a melhor política para combater o analfabetismo. Pesquisas mostram que crianças que frequentam a educação infantil chegam ao 1º ano com um repertório melhor. Se elas não têm acesso à cultura em casa, se os pais não são escolarizados, a educação infantil as prepara, dá equidade.
Autor: O Globo
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Inep fará edição especial da Prova Brasil para municípios com menos de 20 alunos por escola
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
FNDE transfere parcela da complementação do Fundeb
Os estados de Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte e seus municípios acabam de receber a décima parcela da complementação da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) depositou nesta sexta-feira, 28, a soma de R$ 634.016.045,13.

Municípios recebem recursos para construir creches e quadras
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Experiências de cinco estados receberão medalha Paulo Freire

Experiências com educação de jovens e adultos desenvolvidas por entidades do Acre, Ceará, Mato Grosso, São Paulo e Rio Grande do Sul foram as vencedoras da Medalha Paulo Freire, este ano. A quinta edição recebeu 72 inscrições de escolas, secretarias municipais de educação, conselhos escolares e prefeituras das cinco regiões do país.
Prova Brasil: entenda como é organizada a avaliação
Este ano acontece a quarta edição do exame, saiba quais habilidades e competências serão cobradas dos alunos
Entre os dias 07 e 18 de novembro de 2011 acontece a quarta edição da Prova Brasil. A avaliação é realizada de dois em dois anos pelo Ministério da Educação (MEC) para medir os conhecimentos de Matemática e Língua Portuguesa dos alunos de 5º e 9º anos do Ensino Fundamental. A prova será aplicada a todas as escolas com pelo menos 20 alunos da rede pública urbana e rural.
A Prova Brasil foi criada com base nas propostas curriculares de alguns estados e municípios e nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). Uma comissão do MEC analisou o material e, dos pontos em comum, elaborou uma matriz de referência. Essa, por sua vez, não engloba todo o currículo escolar, e sim as habilidades e competências que precisam ser aferidas. Cada uma delas é sintetizada por um descritor.Na prova de Matemática, são avaliadas as habilidades de resolver problemas em quatro temas:
- espaço e forma;
- números e operações;
- grandezas e medidas; e
- tratamento da informação.
Para o 5º ano, são 28 descritores e para o 9º ano, são 37 descritores.
A prova de Língua Portuguesa, por sua vez, avalia apenas habilidades de leitura, representadas por 15 descritores para o 5º ano e 21 descritores para o 9º. Eles estão agrupados em seis blocos:
- procedimentos de leitura;
- implicação do suporte, do gênero e/ou do enunciador na compreensão do texto;
- relação entre textos;
- coerência e coesão no processamento do texto;
- relações entre recursos expressivos e efeitos de sentido; e
- variação linguística.
Para ajudar no trabalho
Para ajudar os professores a conhecer melhor a Prova Brasil e saber como esses descritores são avaliados, o Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) montaram modelos de avaliação nos mesmos moldes da prova.
Confira nos links da página especial sobre a Prova Brasil a análise de 96 itens semelhantes aos da avaliação, com orientações didáticas para que os alunos se familiarizem com ela. Uma equipe de cinco consultores analisou cada um deles, descrevendo os possíveis caminhos que o aluno pode seguir para chegar à solução. Em seguida, estão relacionadas possibilidades de orientações para organizar atividades sobre os diversos temas em sala de aula.É atribuída uma pontuação para cada questão, o que permite classificá-la numa escala numérica de zero a 500, que define as habilidades ou competências já construídas pelo estudante. Chega-se, então, ao último passo do processo, que é a escolha, entre as pré-testadas, das perguntas que irão compor a prova. No balanço geral, segundo Condé, cerca de 60% são classificadas num grau médio de complexidade. As demais se dividem entre fáceis e difíceis. Na elaboração do exame, também há a preocupação de começar pelas questões mais fáceis para não desestimular os alunos.
Autor: Nova Escola
Manifestantes fazem marcha no DF por 10% do PIB para a educação
Foto: Presidenta da Undime Nacional, Cleuza Repulho, Dep. Fátima Bezerra e Daniel Cara, da Campanhaquarta-feira, 26 de outubro de 2011
Prazo para adesão ao PDDE vai até 31 de outubro
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Escola pública de Natal cria metódo criativo para integrar alunos
Os doze valores
Janeiro > Diversidade
Fevereiro > Cooperação
Março > Respeito
Abril > Responsabilidade
Maio > Generosidade
Junho > Preservação
Julho > Amizade
Agosto > Organização
Setembro > Solidariedade
Outubro > Honestidade
Novembro > Compromisso
Dezembro > Igualdade
Autor: Diário de Natal
Professores pedem cumprimento da Lei do Piso; municípios querem mais prazo
1º Encontro disseminado o Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Inscrições abertas para o prêmio ODM Brasil

A Secretaria-Geral da Presidência da República, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade informam que as inscrições para a 4ª Edição do Prêmio ODM – Objetivos de Desenvolvimento do Milênio Brasil encerram-se dia 31 de outubro de 2011.
Prazo para entrega de planos de ação vai até 30 de novembro
terça-feira, 18 de outubro de 2011
XII Prêmio Arte na Escola Cidadã

A realização da 12ª edição do Prêmio Arte na Escola Cidadã – PAEC é uma ação conjunta do Instituto Arte na Escola – IAE e do SESI – Serviço Social da Indústria, instituição que atua em todo o território nacional, com ações nas áreas de educação, saúde, lazer, esporte, cultura e responsabilidade social.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Boas práticas darão prêmio para professor
Estão abertas até o dia 15 de outubro as inscrições para o Prêmio Professores do Brasil. Podem concorrer docentes de todas as escolas públicas do país que tenham promovido boas práticas no enfrentamento das dificuldades de aprendizagem. Serão selecionadas oito experiências de cada região do país.
Cada ganhador receberá R$ 5 mil e as escolas serão premiadas com a aquisição de equipamentos audiovisuais ou multimídia no valor de até R$ 2 mil. A iniciativa foi criada pelo Ministério da Educação em 2005 com o objetivo de dar visibilidade a experiências pedagógicas bem-sucedidas. Podem concorrer professores de todas as etapas da educação básica. O prêmio tem apoio da Unesco e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).
As inscrições podem ser feitas pelo site www.premioprofessoresdobrasil.mec.gov.br
Autor: Gazeta do Povo
Seminário debaterá por quê investir na primeira infância
A Fundação Maria Cecília Souto Vidigal promove, entre os dias 20 e 21 de outubro, o Simpósio Internacional de Desenvolvimento da Primeira Infância 2011. O tema do evento, que acontece em São Paulo, será investimento na primeira infância e o foco será apresentar evidências de que a destinação de recursos à faixa etária dos 0 aos 6 anos promove resultados significativamente melhores do que em qualquer outro período da vida.
A programação do simpósio inclui palestras, debates e painéis. Alguns dos assuntos a serem tratados nas discussões são fundamentos científicos para um desenvolvimento saudável na primeira infância; aplicações da ciência do desenvolvimento da criança em prol de políticas e práticas efetivas; a primeira infância no orçamento federal; políticas públicas e marco legal para a primeira infância; e a primeira infância na contemporaneidade.
O evento contará, ainda, com apresentação de experiências nacionais e internacionais de políticas e programas de promoção do desenvolvimento na primeira infância.
Dentre os palestrantes do evento estão Jack Shonkoff, diretor do Center on the Developing Child da Universidade de Harvard; Claudio Haddad, presidente do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper); e Sandra Josefina Ferraz Ellero Grisi, professora titular do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Outros participantes são Vera Melis Paolillo, presidente da Organização Mundial para a Educação Pré-Escolar (Omep)/Brasil; Francisco Gil Castello Branco Neto, secretário geral da ONG Contas Abertas; e Vital Didonet, especialista em educação infantil.
As inscrições para o evento são gratuitas. Os interessados em se inscrever devem fazê-lo pelo link http://simposio.fmcsv.org.br/Inscricoes/Paginas/default.aspx
Mais informações no site do evento: http://simposio.fmcsv.org.br/Paginas/default.aspx
Autor: Instituto C&A

